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Aproximadamente 95% das informações estratégicas necessárias para a maioria das empresas estão disponíveis, exatamente, para serem coletadas. O desafio é construir uma rede capaz de coletar ativamente essas informações, tanto no ambiente externo como no ambiente interno da empresa, de uma maneira rotineira e sistemática. Isso não implica em um sofisticado processo informatizado ou em uma grande estrutura organizacional. Significa, apenas, um processo formalizado para a coleta e a análise da informação.

Do ponto de vista estratégico, a gestão da maioria das empresas que tem implementado um processo de Inteligência Competitiva (IC) tem muitas características em comum:

*Elas desenvolvem um planejamento estratégico, baseado em um íntimo conhecimento do mercado;
*Elas procuram dar ênfase pragmática na implementação de estratégias em oposição ao desenvolvimento de estratégias;
*Elas têm uma estrutura organizacional e estilo corporativo.

Essas empresas têm reconhecido que a IC desenvolve um papel essencial em todo o processo de planejamento estratégico e na implementação efetiva dos planos. Isso sugere que a gestão estratégica da empresa exige, de forma detalhada, um sistema de IC contínuo, com entrada para o processo de gerenciamento em todos os níveis da organização.

A gestão estratégica efetiva não deve iniciar ou parar com um gerente sênior. A IC tampouco. Por exemplo, o que as empresas necessitam para conhecer o que os concorrentes estão produzindo e como os seus produtos e serviços podem ser diferenciados? Neste caso, os gerentes de produção e de vendas necessitam conhecer quais as novas técnicas os concorrentes estão usando para melhorar a qualidade, maximizar a eficiência, reduzir custos e tempo de reação e, sobretudo, aumentar a capacidade de inovar.

Tal como a IC é utilizada em todos os níveis, ela precisa ser também coletada em todos os níveis. Onde quer que (e por mais que) a IC esteja implementada, ela precisa ser sintetizada e disseminada em toda organização. Este processo precisa tornar-se uma parte natural na rotina diária da empresa. Trata-se, na realidade, de uma nova filosofia gerencial. A organização efetiva de um sistema para explorar a IC não exige um grande staff centralizado, sistemas sofisticados, ou um grande orçamento. É exigido apenas um pequeno número de pessoas, devidamente, qualificadas e uma coordenação que, na maior parte do tempo, se utiliza também de outros colaboradores da organização. A coordenação promove ativamente coleta de dados, sumariza os resultados, prepara relatórios e distribui informação para quem a necessita. Diferentemente, a cada passo, a organização coleta dados e analisa seus impactos potenciais. Por meio desse processo, o staff pode avaliar continuamente as necessidades de informações gerenciais e, consequentemente, revisar a abordagem.

Pode-se perguntar: “Por que implementar atividades de IC?” A razão mais importante: EVITAR SURPRESAS!

Nada é pior do que ser surpreendido por um movimento do concorrente no mercado, quando a informação poderia ter sido facilmente obtida anteriormente. IC pode ajudar a identificar ameaças e oportunidades no mercado e ela pode, também, ajudar as empresas a ganharem vantagem competitiva pela redução do tempo de reação. Um subproduto desta atividade seria amplamente melhorado a longo termo, e mesmo em um planejamento de curto termo.

Por Luiz Alberto Ferla

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